sexta-feira, 20 de Fevereiro de 2009

Ana Dias: “Ainda não desisti de conseguir um bom resultado numa grande competição”

Ana Maria Guerreiro Dias ou, simplesmente, Ana Dias é, aos 35 anos, um dos rostos mais emblemáticos do atletismo português.

Depois de 10 anos ao serviço do Sporting, a atleta regressou à terra que a viu nascer, onde enverga actualmente o equipamento da Casa do Benfica de Faro. Apesar de ser um clube mais modesto, Ana Dias não se sente arrependida pela “troca”, justificando a sua decisão com base no planeamento do seu futuro: “Gostava de ficar na Casa do Benfica de Faro, porque é um clube apoiado pela Câmara de Faro e, porque, também preciso de pensar no meu futuro.”

Conhecida por levar o seu esforço ao extremo em cada prova que realiza, Ana Dias continua a treinar com Fernando Barão, o seu treinador, e não desvaloriza o facto de ter optado por voltar a um clube não tão prestigiado como é o do Sporting: “Estou feliz e sinto-me bem, porque estou num grupo de amigos e consigo planear os treinos com o meu treinador de acordo com as competições que achamos mais convenientes. Também não tenho problemas em termos de calendário, por isso acho que foi uma boa opção, até porque, quando quero fazer maratonas, consigo-me preparar e treinar da forma mais adequada sem estar a interromper com outras provas.”

Detentora de um recorde pessoal de 2.28,49, conseguido em 2003 na maratona de Berlim, a atleta tem trabalhado no sentido de conseguir, ainda, melhorar essa marca e não descarta a hipótese de poder participar nos Jogos Olímpicos de 2012, em Londres: “ A minha primeira vez na maratona correu muito bem. De qualquer forma, ainda não desisti de tentar melhorar essa marca e de conseguir um bom resultado numa grande competição. Quanto à possibilidade de participar nos próximos Jogos Olímpicos, neste momento não quero fazer planos a longo prazo, mas ainda existe essa possibilidade.”

Para já, a atleta algarvia espera conseguir continuar a “arrecadar” medalhas em provas nacionais, mas tem como principal objectivo obter um lugar na selecção nacional e participar no Campeonato Mundial de Crosse que se avizinha, a realizar em Amã, capital da Jordânia, no próximo mês de Março: “Quero fazer os corta-matos, o Cross das Amendoeiras e o Nacional de Cross e, se possível, conseguir um lugar na selecção para ir ao Mundial de Cross.”


FONTE: atletas.net

sábado, 7 de Fevereiro de 2009

Rui Silva foi 5.º nos 3.000 metros do Meeting de Estugarda



PROVA GERMÂNICA FOI CONQUISTADA POR BERNARD LAGAT

Rui Silva foi 5.º classificado na prova de 3.000 metros do Meeting de Estugarda, numa corrida ganha pelo norte-americano de origem queniana Bernard Lagat, fazendo a marca de 3.55,84 minutos.

A marca do atleta leonino fica a 34 centésimos do mínimo fixado pela Federação Portuguesa de Atletismo para o Campeonato da Europa de pista coberta, a realizar em Turim, dentro de um mês (6 a 8 de Março).

Rui Silva já conseguiu o mínimo aos 1500 metros, prova na qual, em princípio, apostará no Europeu - aliás, hoje em Estugarda pretendia mesmo correr essa distância, mas já não tinha vaga.

Os 3.000 metros foram ganhos por Lagat com a melhor marca mundial do ano (7.35,41), derrotando o etíope Abreham Chekroe (7.36,36) e o queniano Shedrack Korir (7.37,09).

Bem mais atrás, o britânico Nick Cormick foi quarto com 7.52,74, seguido de Rui Silva e do ucraniano Sergey Lebid, campeão europeu de corta-mato (7.57,86), na luta pelo lugar de melhor atleta do Velho Continente.


FONTE: Jornal Record

Maratona de Badajoz dá António Sousa como vencedor

António Sousa viu finalmente ser-lhe dada a vitória na Maratona de Badajoz, depois de no passado domingo ter sido surpreendido com um protesto do segundo classificado, o também português João Serralheiro, que alegou que António Sousa não poderia participar naquela prova, por já ter sido atleta profissional.
É que segundo os regulamentos na vizinha Espanha, os atletas que tenham sido profissionais, não podem participar nas competições ditas populares, reservada apenas a atletas amadores.Acontece que António Sousa é professor de educação física e o facto de já ter representado a selecção portuguesa foi o argumento utilizado no protesto apresentado.
Em declarações ao Atletas.net, na passada segunda-feira, António Sousa deixou claro que iria levar o caso «até às últimas consequências», caso a vitória lhe fosse retirada, uma vez que não reconhecia razão no protesto.
O mesmo entendimento teve a Comissão de Juízes da Federação espanhola, que decidiu dar como indeferido o protesto apresentado e assim ratificar a vitória de António Sousa, que hoje mesmo foi informado dessa decisão, através da organização da prova.

FONTE: atletas.net

segunda-feira, 2 de Fevereiro de 2009

António Sousa não se conforma com desclassificação na Maratona de Badajoz

António Sousa venceu a Maratona Popular de Badajoz, mas o seu esforço foi inglório, uma vez que duas horas após cortar a meta, foi informado pela organização que seria desclassificado.

Tudo devido ao protesto do segundo classificado, o também português João Serralheiro, que alegou que António Sousa já tinha sido profissional de atletismo, pelo que, e segundo os regulamentos na vizinha Espanha, não poderia participar em maratonas populares, abertas apenas a atletas amadores.

Já esta manhã e em declarações ao Atletas.net, António Sousa explicou melhor a situação: «Terminei a prova e todos me deram os parabéns, inclusive o João Serralheiro e depois quando regresso do hotel para receber os prémios sou informado que não iria receber o prémio devido a um protesto de um atleta português» - e acrescenta: «Cheguei a pensar que fosse uma brincadeira para os apanhados, pois nunca tal coisa me aconteceu».

António Sousa reafirma que de facto já representou a selecção portuguesa, mas nega que alguma vez tenha sido profissional do atletismo, pelo que não entende o sucedido: «Neste momento, o que sei é que a organização decidiu cancelar a entrega do primeiro lugar pois ia-se informar juntos das federações portuguesa e espanhola sobre a minha situação, pelo que nem coloco sequer a hipótese de não receber o prémio que me é devido por direito próprio». No entanto e se tal vier a acontecer, António Sousa é claro: «Irei levar o caso até às últimas consequências, nem que para isso tenha de recorrer ao Tribunal Europeu».

A notícia apanhou desprevenido António Sousa, que reagiu sob a forma de um comunicado enviado às redacções, que a seguir transcrevemos na íntegra, onde mostra a sua total discordância em relação à decisão tomada.

SERÁ?

Nasci à praticamente 39 anos (26.02.1970) em Canha, Portugal. Estou ligado ao atletismo, como praticante, treinador, organizador de eventos, etc...há mais de 25 anos.

Como praticante já corri mundo, ou seja, em todos os continentes, em competições de todos os níveis técnicos e organizativos, desde a simples prova rudimentar de bairro (fundamentais na dinamização, divulgação e angariação de novos praticantes) até ao Campeonato do Mundo, já estive no topo do ranking nacional (maratona), já fui Campeão Nacional e até ainda sou recordista nacional (25000m e 30000m), ajudei a organizar (inclusive em algumas fazendo o regulamento) algumas das principais competições de estrada que se organizam no nosso país (Meia-maratona de Lisboa, Maratona de Lisboa, São Silvestre de Lisboa, etc...), já fui até treinador de atletas olímpicos e foi preciso atravessar a fronteira e ir a Badajoz, participar na maratona local, no dia 1 de Fevereiro de 2009, para descobrir que uma das coisas que mais me orgulho de ter conseguido enquanto praticante “apaixonado” por esta modalidade, que em todo o mundo por onde corri sempre me valorizou, para os “nuestros hermanos” é um crime.

Sensivelmente duas horas depois de ter sido o primeiro participante a cumprir os 42,195km, com o discreto tempo de 2h27’24, fui informado pelo director da prova que iria ser desclassificado porque tinha cometido o crime de ter representado a selecção de Portugal na maratona!!!! E que segundo o regulamento da IAAF em vigor, a organização permitia, a titulo excepcional, a participação de atletas portugueses, apenas porque eramos fronteiriços, mas nunca aqueles que já tivessem tido a pouca vergonha de representar o seu país a nivel internacional.

Eu que profissionalmente sou professor de Educação Física em exercicio numa escola publica, que sempre utilizei nos mais variadissimos foruns, inclusive junto dos meus alunos, sempre muitos “futeboleiros” e pouco dados a estas coisas do atletismo, o argumento de que o atletismo era a única modalidade desportiva em que qualquer praticante, independente do seu nível técnico, poderia estar lado a lado a competir com os melhores do mundo (como acontece nas principais corridas de estrada de todo o mundo), descobri ao fim de todos estes anos que afinal não é verdade, pelo menos não na maratona de Badajoz, onde o Haile, o Tergat e até o António Sousa não podem competir com o João Serralheiro, a Lucinda Moreiras e tantos outros, porque, imagine-se, já foram escolhidos pelos responsaveis das respectivas federações para representarem os seus paises.

Será que a IAAF sabe?
Será que a EAA sabe?
Será que a Federação Espanhola de Atletismo sabe?
Será que as Federações dos outros países sabem?
Será que a Federação Portuguesa de Atletismo sabe?
Será que o governo de Portugal sabe?
Será que o governo de Espanha sabe?
Será que a Comunidade Europeia sabe?
Será que os varios regulamentos e constituições destas entidades o permitem?
Ou será tudo isto apenas uma situação criada para algum programa de “apanhados” e eu sou tão distraido que não percebi?

O incredulo e virtual vencedor, desculpem, primeiro a chegar à meta, da 17ª Maratona Popular Ciudad de Badajoz.

P.S. Só por curiosidade, a situação foi despoletada por um protesto do segundo classificado, imaginem qual a sua nacionalidade? Exato!!! Português, que demorou mais tres “escassos” minutos que eu a fazer a prova e que por acaso estavamos hospedados no mesmo hotel, e tinha estado a conversar comigo na noite anterior à prova e antes da partida e inclusive me desejou boa sorte...e eu a pensar que era na prova!!!


FONTE: ATLETAS.NET